Trágica cianose nos meus lábios
Rapidamente se formou.
Ah, como o meu belo ser te amou,
Tal qual a pujança dos sábios!
Numa era de brutal devassidão,
Onde a vil imoralidade
É o fundamento da personalidade.
Ainda, há quem ame de coração!
Que instante de intensa ternura!
Pois, ao bracejar dos nossos corações,
As duas retinas se ocultaram!
Num delírio de emoções,
Embriagadas pelos êxtases sensuais da loucura,
Não viram o quanto os nossos corpos se amaram!
José Bonifácio
A VOZ POÉTICA
Poesia é expressão escrita,
Que aflora do fundo d’alma;
Trazendo alegria e calma,
De forma insofismável e bendita!
Para refletir cada sensação,
Em determinados momentos,
Aliviando dores e tormentos
Pela maestria de sua canção.
Bela é a arte da poesia.
Algo que conduz à emoção:
Das mais profundas entranhas!
Quando feita com maestria,
Vinda do âmago do coração,
É desprovida das vis patranhas!
José Bonifácio
SOLIDÃO
Solidão é algo atroz.
Ah, como é belo o companheirismo!
Por eliminar todo o egoísmo.
Sim, porque é tétrico viver a sós.
Nobre é ter alguém ao lado!
Todavia, para o amor durar a vida inteira,
A recíproca tem que ser verdadeira.
Ah, como é bendito ser amado!
Como um castelo lendário:
Cheio de graça e realeza,
Abrigando excelsas vidas!
Regadas de amor e pureza.
Oh, para Deus não há solitário
E, sim, famílias alegres e queridas!
José Bonifácio
ODALISCA
Suas ações cheias de veleidades,
Sem a mínima compaixão;
Revelam não possuir comiseração,
Causando dores e infelicidades.
Odalisca, minha pequena favorita,
Sou teu escravo. Por favor, dê-me seu amor!
Não haja com ódio e rancor.
Livra-me dessa triste desdita.
Sou gentil e jamais fui crasso.
Não é de minha índole, a violência.
Sempre amei a ternura e a mansidão.
Vou aguardar com paciência
Ser aprisionado, todavia sem fracasso,
Nas nesgas de minha paixão.
José Bonifácio
HOMICÍDIOS
O genocídio ocupa o espaço,
Perturbando a humanidade.
Que hediondos crimes! Quanta perversidade!
Enfim, a lei do homem é um fracasso.
O parricídio é uma constante.
Já o infanticídio é bem mais acentuado.
Pois, tornou-se comum e bem declarado.
Assim, vidas são ceifadas a todo instante.
Nesta era de imoralidade,
O matricídio faz parte do modernismo
Inconsequente e assaz desequilibrado.
O povo repleto dos deleites e do consumismo,
Exerce atmosferas de tristeza e infelicidade.
Onde o fratricídio é o horrível resultado.
José Bonifácio
ATMOSFERAS DO AMOR
Amo ser florígero por inteiro.
Porque sou telúrico por natureza!
Destarte, Deus me capacitou com a pureza
Das ações e me fez fagueiro!
Anelo viver sorrindo.
A paz sempre levando.
Repreendendo o nefando,
Transformando o tétrico em lindo!
Desprovido de dores e tristezas.
Longe das negativas emoções!
Mas, somente nas atmosferas do belo amor.
Pela maestria divina, penetro nos corações.
Aqui, residem minhas graças e riquezas,
Somando infinitas felicidades com fragor!
José Bonifácio
METABOLISMO
Nossas células trocam ideias,
Quando substituem substâncias degradadas,
Pelas recém-fabricadas;
Como as sábias abelhas em as colmeias.
Muitas energias são requeridas,
Para os nutrientes orgânicos surgirem
Em cena e o organismo suprirem.
Assim, é o metabolismo de nossas vidas!
Deixe aflorar o belo anabolismo,
Acrescentando as reações portentosas,
Da nobre paz e do profundo amor!
A vida é repleta de atmosferas formosas.
Não rejeite mudanças: Viva o catabolismo.
Mude o complexo em a beleza de uma flor!
José Bonifácio
ETERNIDADES LATENTES
Como amo estar caminhando
A passos silentes,
Para eternidades latentes.
Sempre feliz e amando!
Não posso vislumbrar outra dimensão.
A não ser, a do eterno amor.
Deus me fez com este fulgor,
Nesta telúrica imensidão!
Jamais dei lugar à indolência,
Permanecendo de indômito valor.
Sempre pronto para ajudar!
Não obstante, os estrondos da dor,
Exerci com denodo a paciência.
Não sei condenar; apenas amar...!
José Bonifácio
ESCOMBROS
Galhardamente, dos escombros
Surgi, como um ser vitorioso.
Sem fremir, diante de ato belicoso.
Venci a impiedade e seus assombros.
Jamais temi as vis injúrias
E as atmosferas adversas;
Forjadas por mentes perversas.
Porque transformei em amor as calúnias!
Repleto da paz e da graça
Dos cálidos deleites da paixão,
Aguardo o perfume da nova flor!
A grazinar está o meu coração:
Anunciando que a esperança não fracassa.
Sim, porque o Senhor Deus é amor!
José Bonifácio
AZÁFAMA
Na azáfama dos acontecimentos
Das entrelinhas dos amores,
Estou nos êxtases dos clamores,
Com saudades dos nossos momentos!
Apesar de certas veleidades
E das mais cruéis inquietações.
Sinto falta das doces emoções,
Que não eclodiram em outras idades!
Nossos sensuais e secretos contatos,
Cheios de doçura, frenesis e encanto,
Deixaram marcas insofismáveis!
Agora, nos patamares do recanto
De minhas paixões, ficaram os palatos
Dos gozos frequentes, profundos e amáveis!
José Bonifácio
INSÍDIA
A sudorese da paixão
Banhou-me com trêmulo amor.
E pela insídia incolor,
Aportou-se no meu cálido coração!
Com afagos e carícias desejadas,
Alinhou-se ao meu ser pela alma.
Que doçura de amor e nobre calma!
Pois, sorria ao meu lado, pelas calçadas.
Indelével é a dimensão dos amores
Cheios de enigmas insondáveis.
Onde os corações são entrelaçados!
Que interregnos saudáveis!
Desprovidos de tristezas e dores.
Um exemplo aos fracassados!
José Bonifácio
SINESTESIA
O seu meigo olhar provocou
Uma sinestesia inusitada.
Clamando para ser amada!
Destarte, minh’alma a paixão convocou.
Com sua voz límpida e maviosa,
Aflorando provocantes sonoridades.
Levou-me às atmosferas das grandes verdades,
Despertando-me a exaltá-la em versos e prosas!
Assim, a secundária sensação
De estar em a retina portentosa,
Fez eclodir a paixão adormecida!
Que aflorou de forma espantosa,
Causando rumores no meu coração.
Ao deixar minh’alma estremecida!
José Bonifácio
SINECURA
Mourejando estou por amores.
Que arrebatem a minh'alma!
Sem fatuidades, mas com calma,
Para não sofrer tristezas e dores.
Os anos se passam
E acintosamente, não posso procrastinar.
Longe da insegurança, do triste patinar
E das esperanças que fracassam!
O meu ser, com fervor, anela
Por um amor de verdade.
Não por vis e odiosas sinecuras.
Que buscam infelicidade.
Todavia, por uma princesa cravo e canela,
Desprovida de barganhas e amarguras!
José Bonifácio
AMBIDESTRO
Não fui apenas ambidestro
Nas meigas formas de te amar.
Usei o meu ser para não fracassar.
Sim, porque até provoquei o sequestro!
Alucinante, apreendi o teu coração.
Seguro, levei-o comigo!
Tendo-o como âncora e fiel amigo.
Cobri-o com o manto da oração!
Ao nutri-lo com a incandescência
Da mais pura e sublime verdade,
O mesmo se tornou uma fortaleza!
Destarte, não haverá infelicidade.
Mas, a paixão em plena efervescência
De seres amáveis e repletos de beleza!
José Bonifácio
VELEIDADES
As vontades imperfeitas
Provocam cruéis inquietações.
Com terríveis engodos de paixões,
Difíceis de serem refeitas!
O exercício da angelical serenidade
Abafa sentimentos desenfreados.
Ordenando os corações de seres amados.
Lançando fora a infelicidade.
A nobilitar prudência.
Aplicada com sabedoria,
É um linimento incomparável!
Lance fora a tristeza. Sorria!
Expulse toda a indolência.
Levante-se! Seja vitorioso e saudável!
José Bonifácio
IMPIEDADES
É tempo de renunciarmos
Ao ácido corrosivo da impiedade,
Que ceifa vidas em qualquer idade.
Para isso, basta apenas amarmos!
O amor não é cego!
Enganosa é a definição.
Ele abre as portas do coração,
Eliminando as torturas do ego!
E nos eflúvios dessa atmosfera,
A alegria se aflora,
Trazendo no seu bojo cura e salvação!
Livre-se! Amar, sua alma implora!
Não se deixe dominar pela quimera:
Vá a Cristo de todo o seu coração!
José Bonifácio
CHAMA ARDENTE
Oh, não deixe a chama ardente
Da esperança se apagar.
Esteja pronto para amar
Até ao inimigo premente!
Exerça as excelsas diferenças,
Sendo participativo! Saia da forquilha!
Exaltado é aquele que se humilha.
Rompa com as tonteiras das crenças.
Disponha-se a amar, amar...
Com a mais profunda tenacidade!
Não se importe com o juízo humano!
Leve graça, paz... Faça caridade!
Bem, se a impiedade te afrontar.
Diga: Sou cristão! Jamais serei profano!
José Bonifácio
O GOTEJAR DAS PAIXÕES
Ao gotejar das paixões,
Meus neurônios se aguçaram.
E em cálidos pensamentos amaram,
Recordando o vislumbrar das emoções!
Oh, como anelo estar ao seu lado,
Deleitando-me dos seus encantadores
Sorrisos e olhares cheios de amores!
Entretanto, permaneço exilado.
Quero voltar à origem de certos tempos,
Atravessando montanhas de atmosferas
E sentir o perfume do seu coração!
Estou vivendo outras eras.
Sofrendo vis contratempos
Mas, por que ainda amar essa musa e canção?
José Bonifácio
A POSTURA AMOROSA
Na firmeza dos belos atos,
Devamos sempre estar firmados!
Como seres por Deus amados,
Permanecendo fiéis nos contratos.
A candura das nobres ações
Revela a pureza da alma,
Que age com delicadeza e acalma,
Provocando alegrias nos corações!
O amor puro e verdadeiro
Faz aflorar belos sentimentos,
Aliviando as tristezas e dores.
A postura amorosa erradica tormentos,
Restaurando o ser por inteiro,
Pela graça dos celestiais amores!
José Bonifácio
FRÊMITOS INDESEJÁVEIS
Em absortos cheios de delírios,
De alguns interregnos intrigantes,
Renasceram amores triunfantes,
Aliviando tristezas e martírios!
Longe de minh'alma acoimar,
Provocando meu ser adoecer.
Não! Sempre anelei a paz enaltecer.
Jamais odiar; apenas amar!
Evitando frêmitos indesejáveis.
Emulações estrondosas,
Em atmosferas de horror!
Como amo atitudes maviosas,
Dignas de pessoas amáveis,
Que exercem a plenitude do amor!
José Bonifácio
ONDAS DA PAIXÃO
Os encantos dos instantes
De graça e ternuras
Foram indeléveis e sem amarguras,
Firmes e constantes!
Nos finais das belas tardes,
Meu ser por seu amor clamava.
Oh, como a paixão me dominava!
Para os seus braços, corria com alardes!
Nos meus carinhos, o perfume
A embriagava com veracidade
No mais profundo clamor!
Fantástico! Amei de verdade!
Porque ondas da paixão atingiram ao lume.
Que pureza de amor!
José Bonifácio
BERÇOS GLORIOSOS
Nos berços gloriosos,
Dos teus meigos olhares,
Repousei, para me amares
Com carinhos deliciosos!
Que dádiva bendita:
Estar aportado
No teu coração delicado,
De forma inaudita!
Em ambidestros movimentos,
Heterogêneas partes
Paulatinamente toquei!
Arrebatado por carícias e artes,
Em efusivos envolvimentos.
Posso dizer: Como eu te amei!
José Bonifácio
MIRAGENS E LOUCURAS
A beleza dos instantes
Delicados, puros e formosos
Foram marcantes e portentosos,
Dignos dos nobres amantes!
A tua lealdade,
Bela e patente,
É algo puro e decente;
Revelando a doce sinceridade!
O teu caráter firmado,
Nas mais sólidas posturas,
Apresenta-se cheio de maestria!
Miragens e loucuras!
Sim! Por ti sou desprezado.
Mas, é dessa forma que eu te queria!
José Bonifácio
ATMOSFERAS PATENTES
Na apoteose dos pensamentos,
Ocorre a incandescência das ações.
Onde os delírios e paixões
Agem a todos os momentos!
Procuro me afastar
Dessas atmosferas patentes,
Ágeis, intensas, dementes
E o meu amor conquistar.
Enfim, surgem incertezas,
De formas exasperantes,
Tais quais cenários detestáveis!
Como gostaria de tê-la como antes
E mergulhar nas correntezas
Dos seus suores formidáveis!
José Bonifácio
JARDIM DAS FLORES
Mimos-de-vênus... Vislumbrei
Pelos raios de sol banhados.
Onde pássaros cantavam assanhados,
Levando-me aos ares, lucubrei!
Que momentos radiantes!
Pelas rosas, o jardim adornado,
Apresentava-se bem sofisticado,
Como berço de flores triunfantes!
As dóceis avencas queridas
Deleitavam-se na úmida terra,
Com ares de realeza!
Nesse jardim das flores, encerra
Meu interesse por outras preferidas.
Porque você é a flor da minha vida e fortaleza!
José Bonifácio
PENSAMENTOS SÁBIOS
Bem junto ao meu portão,
Repousava em uma bicicleta,
Com seu belo corpo a minha predileta;
Amada musa e paixão!
Que instante comovente!
Quando pude vislumbrar
A bela ave e admirar
Seu olhar envolvente!
Seus úmidos lábios,
Adornados pelos sorrisos lindos,
Levaram-me a êxtases fulgurantes!
Oh, com amores infindos,
Agindo em pensamentos sábios.
Amando muito mais do que antes!
José Bonifácio
TATOS DA AFEIÇÃO
Com o verão vieram calores
Dos mais intensos e as belas
Atitudes; que extirparam as sequelas
Das lágrimas, tristezas e dores!
Os raios de sol fortes e delicados,
Envolventes e charmosos,
Amáveis e portentosos;
Restauraram momentos fracassados!
Já no calor dos carinhos e abraços.
Nos tatos da afeição.
Afloraram os mais intensos amores!
Que alegria! Que fortíssima emoção!
Tocar nos seus belos traços,
Com ósculos de diversos sabores!
José Bonifácio
CARNAVAL
Carnaval, festa popular!
Onde não há limites e nem direitos.
Todos os amores são aceitos.
Nada pode a nudez sobrepujar!
Lamento, não posso concordar:
Minha nudez nas telas!
Da minha amada nas passarelas!
Então, pergunto: Seria isso amar?
A nossa nudez é secreta.
São fontes de nossa paixão.
Jardim de nossas delícias.
Assim entende meu coração.
Jamais vou expor minha predileta
Às nefandas e vis carícias!
José Bonifácio
CABELOS ESVOAÇANTES
Ao vislumbrar seus cabelos esvoaçantes,
Aportei-me naqueles fios sedosos,
Em encantos puros e maviosos.
Sentindo ser o mais perfeito dos amantes.
Seus lábios rosados,
Adornando seu belo rosto.
Prontos estavam para o proposto
Entre dois seres amados!
Já seus fixos olhares,
Com brilhos fulgurantes,
Dominavam o meu ser.
Amando-me como dantes,
Em belos patamares,
Deixando seu corpo me pertencer!
José Bonifácio
BELOS PARADIGMAS
As flores ao se desabrocharem,
Descortinando os enigmas,
Dos mais belos paradigmas,
Prontas estão para amarem.
Que eficaz exemplo
Da bela natureza!
Exibindo força, amor e beleza;
Tendo a flor como templo.
Preciosidades são abrigadas no jardim:
Uma autêntica fortaleza
De perfumes fulgurantes!
Ah, como amo essa realeza!
Pois, elegi uma flor para mim,
Para carinhos emocionantes!
José Bonifácio
LÁGRIMAS INFINITAS
Os ruídos altissonantes
Provocados pelas saudades
Das belas preciosidades,
Dos seus carinhos arfantes!
Quão interessantes e belicosas
Apresentam-se suas carícias;
Que culminam em delícias
Nas atmosferas amorosas!
Seu corpo atraente
É tal quais ladeiras infinitas,
Íngremes e desejosas!
Oh, estradas inauditas
Forjadas na minha mente.
Cheias de obstáculos, mas gostosas!
José Bonifácio
ATROZ DESPEDIDA
A atroz despedida,
Como o ranger das velhas porteiras,
Ecoava de várias maneiras,
Anunciando uma paixão incompreendida!
Meu corpo e alma dilacerados
Buscavam atmosferas saudáveis.
Agitavam em óticas desfavoráveis.
Tudo em vão! Estavam torturados!
Esgotaram-se os argumentos.
As palavras ecoavam perdidas
Diante da tétrica situação!
Mas, são duas vidas
Cheias de profundos sentimentos.
Entretanto... Sem forças! Sem ação!
José Bonifácio
MUTAÇÕES
As mutações ocorridas,
De maneiras imprevistas,
Foram grandes conquistas
Contra ideias poluídas!
Junto às contradições,
Surgiram atmosferas
Geradas por tolas quimeras.
Frutos de péssimas imaginações!
Como é maravilhosa
A graça do companheirismo,
Exercida com carinho e amor!
Longe do triste egoísmo:
Da voz ruidosa
Do ácido da terrível dor!
José Bonifácio
MEANDROS DA VIDA
Nos meandros da vida,
Nas situações mais adversas,
Foram puras nossas conversas;
Sendo você o amor da minha vida.
Seus gestos carinhosos,
Bondosos e insinuantes,
Levaram-me a instantes delirantes,
Puros, amáveis e constantes.
Paulatinamente, tudo se evaporou,
Provocando tristes momentos.
Que trágicas emoções!
Fim da paz! Início dos tormentos
Daquele que sempre amou
E lutou pelos dois corações!
José Bonifácio
DISTANTE
Dos seus discursos, distante
Encontro-me em pensamentos.
Não esquecendo os belos momentos
De ternura constante.
Amo sentir saudades
Dos seus olhares
Intensos, como a força dos mares,
Que me causam felicidades.
Dimensões imponderáveis,
Pelo meu ser, exercidas
Com o máximo rigor!
O amor uniu nossas vidas
Em atos puros e memoráveis.
Cheios de paixão e fulgor.
José Bonifácio
O BELO DA VIDA
O equilíbrio e a harmonia
De minhas simples ações,
Regadas pelas indeléveis emoções,
Livraram-me da horrível agonia.
A sapiência, pela prática
Do meigo e puro amor,
Falou com profundo clamor.
Ah, o amor... Que dádiva fantástica!
O belo da vida
É doar-se intensamente!
Sempre crendo na excelsa alegria.
Amar, amar...! Amar, tão somente!
Desta dimensão estar provida
A alma, com pureza e maestria!
José Bonifácio
CREMATÓRIO DA IMPIEDADE
Quando as blusas azul-marinho
Seu corpo ocultavam,
Os meus neurônios exultavam;
Anelando seu meigo carinho!
Todos os seus movimentos
Despertavam-me saudades.
Longe de viver inverdades.
Sofrer martírios e tormentos.
Meu amor por você é notório.
Está revelado no meu rosto.
Não há como negar essa paixão.
Por favor, não sou um preposto.
Não me lance no vil crematório
Da impiedade e da ilusão!
José Bonifácio
BELEZA ARFANTE
Emudeci, cerrando
Meus olhos diante
De sua beleza arfante.
Então, fiquei ali amando.
Aspirando o perfume
Do seu corpo encantador,
Disse: Você é o meu amor.
Lance fora o ciúme.
Pequena e dócil princesa,
Estou bem e em paz.
Por favor, mude sua postura.
Odiar...! Sou incapaz!
Você é minha alteza.
Dizer que não a amo: loucura!
José Bonifácio
SONHOS
A renovação dos sonhos
Independe de desejos,
Para aflorar seus lampejos
Alegres ou tristonhos.
Sempre brotarão
Profundos mananciais.
Em fases circunstanciais,
Milhões de mensagens surgirão.
Princesa, você é o meu sonho
Constante, firme e puro;
Enchendo-me de esperança.
Desta paixão estou seguro
E um acordo proponho:
Amarmos com a máxima pujança!
José Bonifácio
TURBILHÕES
Turbilhões de pensamentos
Surgem inesperadamente.
Sua imagem tão somente
Ocupa esses belos momentos!
Nem à distância
Pode nos separar.
Nada será preciso preparar.
Seu amor é minha fragrância.
Seu perfume movimenta
Minha paixão incontestável,
Com carícias primorosas!
Oh, seu porte memorável!
Oculto pela sedutora vestimenta
Leva-me a emoções amorosas.
José Bonifácio
DEMÊNCIA
Lágrimas na aljava
Fui recolhendo.
Quando há meses correspondendo,
Ela não estava.
O amor que anelei
Possuir, manter e honrar,
Foi diluindo até acabar.
O fato é que sempre a amei!
Será preciso por esse amor
Permanecer lutando,
Com tanta insistência?
Seu perfume está faltando,
Permanece a dor.
Basta! Chega de tal demência!
José Bonifácio
O SOL DO AMOR
No meu coração se destacou,
À custa de tantos
Pensamentos e entre tantos,
Um semblante que me marcou.
Como dessa imagem fugir!
Se a mesma está incrustada
No meu coração, como uma estrada.
Onde o sol do amor está a luzir.
Que paixão infinita!
Onde forças afloram
Em ondas inquietantes.
Oh, minhas entranhas imploram:
Venha, minha flor bendita,
Fazer-me o mais feliz dos amantes!
José Bonifácio
LENDÁRIA CALÇADA
Ao ascender aquela
Simples e lendária calçada;
A chama do amor fora realçada,
Brilhante como uma aquarela.
Um belo romance começava
Rapidamente a descortinar.
Não havia como procrastinar.
A uma paixão me lançava.
Seus sedosos e belos cabelos,
Desalinhados sobre o seu rosto,
Tocavam com sutileza os seus lábios.
Demonstrando estar disposto.
Fiz uso de dramáticos apelos,
Dizendo: Vou te amar como os sábios!
José Bonifácio
AOS MEUS OLHOS
Aos meus olhos
Como você é agradável,
Delicada e formidável,
Ao enfeitar os meus molhos!
Ah, aos meus olhos
Como você é amável,
Para se viver um amor insofismável,
Nos tapetes dos assoalhos!
Na restinga vou permanecer,
Vislumbrando o horizonte
Em telúrica ação!
Tendo os seus lábios como fonte
De o meu bendito querer.
E amar-te com carinho e emoção!
José Bonifácio
RESTAURANDO PENSAMENTOS
Ao caminhar pelas montanhas,
Livrei-me de certos tormentos
E de terríveis sentimentos.
Onde prevaleciam as patranhas!
No entanto, sempre prometi
Amar profundamente.
Dedicar-me a ti tão somente.
Destarte, meu coração comprometi.
Ah, se eu pudesse
Penetrar nas tuas entranhas
E restaurar teus pensamentos!
Usaria de todas as artimanhas.
Ainda que depois tudo cesse,
Para tê-la apenas por uns momentos!
José Bonifácio
SINERGIA
Brilhando como uma estrela,
Numa sublime prece
Onde teu ser adormece.
Indubitavelmente, agradaria vê-la.
Seria belo e tranquilo
Vislumbrar teu bosque.
E ali, num enrosque,
Provocar som e ouví-lo!
Desfrutar de suores em sinergia,
Entre vozes entrelaçadas.
Em nobres e sutis sensações,
Pelas doçuras alçadas
Dos corpos em energia.
Oh, que delirantes pulsações!
José Bonifácio
BÁRBARA
Seus cabelos em desalinho,
Pela sua voz são adornados,
Como símbolos de seres apaixonados.
Cheios de emoções, meiguices e carinho!
Profundamente, amo sua simplicidade.
Sim, porque é algo fascinante.
Sua pureza sempre presente é marcante.
Aprecio vislumbrar sua dignidade.
Que porte gentil e maravilhoso!
Brilhante como a nobre aurora.
Tal quais as estrelas do céu!
Falo de Bárbara, minha nora.
Algo bendito e portentoso.
Noiva de meu filho, Ismael!
José Bonifácio
MALBARATADO
No silêncio dos pensamentos,
Junto à mesa, alinhado.
Permaneço malbaratado.
Preciso reviver certos momentos.
Enfim, procurar te encontrar
Nas campinas e restaurar-me.
Para nos teus braços deleitar-me;
Dizendo: É assim que sei te amar!
Creio que uma nova oportunidade
Deus nos proporcionará.
Por favor, não falhe!
Destarte, o nosso amor nos condicionará
A desfrutarmos da felicidade.
Saia da apatia. Enfim, desencalhe!
José Bonifácio
BELOS REGAÇOS
No regaço da alma,
A chuva tamborilava;
Revelando o quanto te amava,
Com a máxima prudência e calma!
Nos amáveis encontros,
Nossos corpos resfolegavam,
Em doçuras se entregavam.
Sempre ágeis e prontos.
Todos os corporais espaços,
Com maestria eram ocupados,
Na mais perfeita harmonia!
Oh, nossos corpos selados.
Alinhados nos belos regaços,
Na mais íntima sinfonia!
José Bonifácio
FORÇA INTERIOR
Seus passos delineados
Com olhares frequentes,
Distantes e dementes;
Precisam ser desfrutados!
Agora, existe uma distância
Profunda e marcante.
Obstáculo terrível e possante,
Fomentando a discrepância!
Mas, há uma força interior
Meu ser energizando,
No mais puro e firme compasso!
Com profundo respeito, vou te amando;
Através dessa força superior,
Para jamais ser um lasso!
José Bonifácio





















































